quinta-feira, 29 de setembro de 2011

18 de Setembro - 6ª Etapa do campeonato Up&Down - Mangualde

O dia ainda estava a acordar quando nos fizemos ao caminho, na direcção de Mangualde. Era nesta bela localidade que íamos participar em mais uma prova de BTT, do campeonato Up&Down. Depois de arrancar da oficina, o número de participantes da comitiva aumentou ao chegar a casa do Custódio.
Algum tempo depois chegámos a Mangualde. Rapidamente demos com o local de partida da prova. Assim que arranjámos estacionamento para as carrinhas, fomos tomar o pequeno-almoço, o nosso combustível para a prova.
Como só havia um estabelecimento aberto na zona da partida, cruzámo-nos com bastantes amigos que iam participar na prova.
Depois do estômago mais composto, ainda houve tempo para um aquecimento antes da partida. Como é hábito, o pessoal da Maratona partiu cerca de 30 min antes da Meia-Maratona.
Estava algum frio mas mal deu tempo para nos queixas pois o início foi extremamente rápido, sempre com médias muito elevadas. Depois desta primeira dúzia de km aí sim, começou o sobe-e-desce. Embora existissem subidas difíceis, todas podiam ser feitas sem desmontar da bike. As descidas não eram de uma dificuldade elevada nem era preciso muita técnica. O problema com a maioria das descidas era a grande quantidade de pequenas pedras. Por bastantes vezes se ouviam as pedras a bater no quadro da bike…mais uma prova em que as bikes levam que contar para casa.
Houve um problema que apesar de engraçado teve algumas consequências mais graves para alguns participantes. Numa das descidas, um enxame de abelhas ficou incomodado pela passagem dos BTTistas que lhes interromperam o descanso e vingou-se no pessoal. Provocaram quedas, embora sem grande gravidade e alguns desportistas sentiram na pele a vingança das abelhas.
Mas voltando ao percurso, sempre na companhia da beleza natural da serra, chegámos a um ponto em que mal havia um trilhos para seguirmos. Somente víamos as fitas penduradas nas árvores e traçávamos a melhor rota por entre os enormes pedregulhos. As suspensões tiveram que trabalhar horas extra! Esta última parte foi das mais complicadas pois já pesavam os kms.e
Em resumo, foi mais uma prova com boas marcações, subidas e descidas complicadas mas sem exigirem demais das nossas capacidades técnicas. Na prova anterior, Seia, existiram subidas muito difíceis e descidas complicadas mas aqui, também devido ao maior número de kms, a dificuldade foi um pouco maior.

A classificação da equipa ficou assim:
Meia-Maratona:
16º - Paulo Neves
93º - Vítor Santos
107º - João
167- Custódio

Maratona:
21º - Vicente
31º - Vítor
33º - Paulo

Até à prova de S. Pedro do Sul!

Nota: Por enquanto ainda não conseguimos arranjar fotografias dos nossos atletas...assim que for possível colocaremos algumas fotos. Por esse facto pedimos desculpa.

11 de Setembro "É só até à rotunda!"


Era manhã cedo quando estávamos reunidos em frente ao Modelo, a tempo do café. É para acordar e dar energia para o treino de domingo.
O trajecto foi decidido em pouco tempo. Seria um percurso mais rolante, sem grandes subidas embora à partida, nenhum treino seja fácil.
E depois do pequeno-almoço, era tempo de começar a pedalar. No inicio a um ritmo mais suave mas aos poucos a média ia aumentando.
Essa média acabou por ser travada por um furo do Raul. Aliás, se houvesse um campeonato para furos, o Raul já ia a liderar. A paragem serviu para algum do pessoal libertar “lastro”. Como em muitas coisas na vida, tudo tem o lado positivo. Neste caso serviu para rir um bocado enquanto o mecânico de serviço (o Vítor) mudava a câmara-de-ar.
Em menos de nada, já estava a câmara-de-ar trocada e a bike pronta a rolar.
Depois de voltar a aquecer, a média voltou a aumentar. Parecia que os ares de Seia fizeram bem à malta! A resposta que o “camisola amarela” dava quando a malta dizia que já se podia abrandar era sempre a mesma:”É só até à próxima rotunda!” Tudo bem, se existisse uma rotunda por perto!
Com vários camisolas amarelas, em pouco tempo chegámos a Tocha. Depois de fazer zigue-zague por entre a confusão normal da feira.
Daí até Mira, o Paulo Pereira começou a puxar pelo pessoal. Aos poucos o grupo de fugitivos ia ficando mais pequeno porque a velocidade raramente desceu dos 40 km/h. Este troço parecia um contra-relógio da Volta. Em Mira voltámos ficar todos juntos.
Daí até chegar a Cantanhede, também se ouvia muito:”É só até à próxima rotunda!” Além do ritmo elevado, existiram imensas fugas do pelotão!
No meio de boa disposição, fomos somando quilómetros e mais quilómetros. Sem dar conta já estávamos em Cantanhede, e seguimos na direcção das Campanas. Depois de tantos km a puxar, a maior parte da malta estava cansada e o caminho até Anadia foi feita sem grande confusão.
Já no fim do treino foi altura de cantar os Parabéns ao Vítor!
O Raul é que estava com problemas…por causa do treino puxadinho, o suor estava a criar ardor na vista e estava com dificuldade em focar na cerveja que estava na mesa…

Excelente treino para a prova de Mangualde!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

4 de Setembro - 5ª Etapa do campeonato Up&Down - Seia

Arrancámos ainda de noite para a nossa primeira prova, depois do regresso de férias. O dia estava um pouco desagradável e parecia que estávamos já no Inverno. Mas de qualquer forma, lá seguiram duas carrinhas para a zona da Serra da Estrela.
A viagem correu sem percalços, se não contarmos com o ramo de árvore que estava a obstruir completamente a faixa de rodagem…depois de uma ligeira derrapagem, foi possível aproveitar um intervalo no trânsito e passar pela faixa contrária. Felizmente não teve consequências, a não ser o facto de o sono desaparecer de repente!
Quando chegámos a Seia, estava bastante vento, chuva e muito frio. Ainda pensámos em não fazer a prova pois o material ia sofrer muito mas...pensámos uma segunda vez…quem corre por gosto não cansa. Além disso, só pessoal doido é que se levanta ainda de noite para fazer andar de bike. Como doidos que somos, decidimos fazer a prova.
O pessoal que ia para a Maratona teve a companhia do Hélder, que se estreou assim no Up&Down.
O Inatel indicava uma distância de cerca de 43 km com 865m de acumulado para a Meia-Maratona. Para a Maratona, a distância era de aproximadamente 55 km com 1142m de acumulado. Estudando o gráfico da Maratona, tínhamos duas subidas (e respectivas descidas) bastante íngremes, a primeira aos 22.5km e a segunda pouco antes dos 30km.
O gráfico da Meia dizia-nos que tínhamos o mesmo percurso da Maratona, com a mesma subida aos 22.5km descíamos e aí os percursos dividiam-se. O resto do percurso seria sempre a subir até chegarmos ao último km…para a última subida. Ao chegar a Seia, começámos a ver fitas a marcar a subida que foi feita o ano passado :”Bom…parece que vamos fazer a mesma subida do ano passado…para acabar em beleza, temos esta subidinha suave…”.
Depois de beber um cafezinho para aquecer, fotos até ao local da partida. Como ainda havia tempo, o tempo que faltava para a partida foi aproveitado para um ligeiro aquecimento.
A partida correu sem problema embora tivesse sido, tal como no ano passado, numa subida íngreme.
Pouco depois de arrancar, o Vítor Santos teve um problema com a suspensão da bike e acabou por não fazer a prova. Para a próxima há-de chegar nos primeiros lugares do escalão!
Depois da 1ª subida foi altura de uma descida em alcatrão, para depois começarmos em terra batidas mas num ritmo mais rolante. Podia ser ainda mais, não fosse o terreno molhado. Ainda assim, não havia lama e até em alguns pontos, a areia molhada não incomodava tanto como se estivesse seca.
Foi sempre a rolar (fora uma subida curta mas bastante íngreme que ainda obrigou o Paulo a uma sessão de equilíbrio…por pouco não ia parar ao chão…valeu ainda assim para tirar umas risadas).
Depois veio a descida até ao rio, com muitas curvas, areia e bastante pedra. Um pouco perigosa para uns mas fácil, por exemplo, para o Paulo Neves.
Se por esta hora o Sol já espreitava, assim que passámos o rio, até podia estar a nevar e nem íamos notar porque o esforço para pedalar era muito! Nesta subida, o Paulo Neves passou pelo Vítor e pelo Paulo. Adivinhávamos uma boa posição na classificação para o Paulo Neves…
Aqui vai o Vicente, como se fosse a fazer um treininho de semana…
Já no primeiro reforço:
o Hélder
o Paulo Neves
o Vítor
o Paulo e o António
Numa pequena descida, que é menos simples do que dá a entender na fotografia, passavam o Paulo Neves, o Vítor e o Paulo.
Poucos kms depois as provas dividiram-se…logo após a divisão, o nosso amigo António furou. Mas nada que não se resolvesse relativamente rápido mas assim o Paulo e o António perderam o contacto com o Vítor e o José, que seguiam a um ritmo calmo mas não foram mais alcançados pelo Paulo e pelo António até ao fim da prova.
Após a divisão, o pessoal da Meia tinha pela frente um percurso sempre a subir, até chegar à conhecida subida final.
Para a malta da Maratona, depois da divisão ainda tinha uma descida acentuada e uma enorme subida. Depois disso, o percurso também era no geral a subir mas um pouco mais irregular. A maior dificuldade era mesmo uma subida difícil de subir em cima da bike por causa das pedras e das raízes das árvores.
Mas ainda tínhamos muitos kms para pedalar. Valeu o reforço, que o Vicente está a aproveitar:
Por esta altura, já só estávamos à espera desta Senhora Subida…na rotunda que lhe dava acesso o pessoal ia animando:”Força, é o último km!” O problema é que era um km bastante difícil!
Depois desta subida em terra, ainda havia para pedalar uma outra subida tão ou mais difícil mas em alcatrão. Depois de chegar à rotunda, mais uns metros e aí estava o pórtico de chegada!
Resumindo, foi uma prova dura mas com marcações excelentes. Além disso, os banhos também tinham boas condições e havia água quente para todos. Quanto ao almoço, só poderiam existir umas Minis para re-abastecer e o esparguete podia ter sido mais escorrido. Mas nada de mais.
Já na paragem para beber o café, antes da viagem de regresso:
A Classificação geral da Meia-Maratona ficou assim definida:
10º - Paulo Neves
107º - Custódio

A classificação geral da Maratona:
21º - Vicente
27º - Hélder
31º - Vítor
34º - Paulo

sábado, 3 de setembro de 2011

15 de Agosto - 3º dia - Caminos de Santiago - Caminho Central Português

Segunda-feira de manhã! O último dia de viagem para Santiago…como era cedo e os “nuestros hermanos” ainda estavam a recuperar depois de uma noite de "fiesta", a cidade estava extremamente calma. O pior é que não encontrámos sítio para tomar o pequeno-almoço…sendo assim, resolvemos começar a pedalar depois de encher os bidons numa fonte perto do Albergue. Depois de fazermos alguns kms a um ritmo suave, parámos para tomar o pequeno-almoço. E já era hora, pois tínhamos o estômago colado às costas!
Os donos do café, habituados a receber peregrinos, foram extremamente simpáticos e acolhedores. Para não deixarmos as bikes junto à estrada, disponibilizaram o jardim para estacionarmos os nossos veículos!
Ficámos muito bem instalados numa mesa para clientes VIP
Não podia faltar a Mixta!
Depois de matar quem nos queria matar (a fome), foi altura de dar mais umas pedaladas para chegar a um dos pontos mais bonitos da nossa viagem. Estávamos num estradão de terra batida que serpenteava por entre uma floresta. Nas imagens não dá para perceber a real beleza deste troço mas sempre fica uma pequena amostra.
Aqui vai a passar o Ernesto, apreciando a paisagem
No fim deste trilho, estava a Proteccion Civil do Conello de Valga à espera para carimbar as nossas credenciais. Estavam também a fazer o levantamento do número de peregrinos que por ali passavam pois existem planos para melhorar o Camino, e assim ficam com uma ideia real da tarefa que têm em mãos. Também nesse local está uma pequena ponte de madeira que alguns de nós assinaram, marcando assim a passagem dos Anadiabikers. Assim que ficámos com mais um “sello” na nossa credencial, fizemo-nos ao caminho.
Ao passar na ponte de uma localidade (mais uma que não soubemos o nome, pois fazendo o Camino não passamos por placas que indiquem o nome da localidade):
Quando parámos para apreciar a paisagem, reparámos na enorme quantidade de peixes que estavam também eles, em viagem:
Estávamos quase a chegar a Padrón e íamos pedalando calmamente e conversando…estávamos a apreciar o Camino!
Em Padrón:
A fotografia é ao busto e não às bolas…por ali ainda não chegou a moda de “limpar” os bustos. Assim que passámos Padrón, mais um troço em comum com a estrada nacional, o que se torna sempre perigoso
Mas em breve estávamos no caminho a passar por algumas casas com aspecto mais rústico mas muito bem cuidadas.
Nesta altura, o Camino era em alcatrão.
Pouco depois reparámos num rebanho de ovelhas…Espanha está muito mais evoluída que Portugal! Se não, reparem…no nosso país, como trabalham os pastores? Andam a pé, apoiados no seu cajado e acompanhados pelo fiel companheiro, o cão. Mas em Espanha estão muito muito à frente…
Andam de carro…e se as ovelhas se recusam a colaborar basta buzinar! Como diria o Fernando Pessa:”E esta, hein?” Mas ainda a pensar nisto, começámos a notar que estávamos pertinho de Santiago, pelo que era indicado nos marcos:
Já no fim de uma das últimas subidas que tínhamos pela frente, estavam pegadas pintadas no alcatrão. Talvez simbolizem os passos finais do peregrino ou para motivar os peregrinos, dizendo que não estão sozinhos.
Outro pormenor muito interessante, que reparámos já a chegar a Santiago de Compostela, foi o de existirem famílias completas a fazer o Camino a pé…pai, mãe e filhos a fazerem a viagem. Se pensarmos bem, isto é uma excelente maneira de fazer as férias…em peregrinação com a nossa família…sem stress, sem preocupações, sem televisão, só a família e o Camino! Já com Santiago à vista:
E a tão ansiada chegada a Santiago de Compostela, foi festejada por todos! O Paulo Neves festejou com a roda no ar…provavelmente foi o que fez menos kms de nós todos pois com a roda no ar o conta-km não marca…
Circulando nas ruas, por entre a multidão, com a Catedral à vista:
Já em frente à Catedral:
A foto dos peregrinos!
Que vista da Praça do Obradoiro!
Agora estava na hora de carimbar a Credencial na Oficina del Peregrino e depois disso comprar as lembranças desta viagem. Estacionámos as bikes junto a uma escadaria e lá fomos. Primeiro à Oficina onde fomos rapidamente atendidos e onde recebemos a Compostela! O documento que comprova que fizemos o Camino. Para não perder muito tempo pois estávamos a planear regressar de comboio, as compras foram feitas rapidamente mas não podíamos deixar de visitar a Catedral e do Botafumeiro:
A viagem para a estação de Santiago de Compostela foi feita rapidamente
Ao chegarmos à estação, um grupo de peregrinos portugueses que também tinham feito o Camino de bicicleta, avisaram que não havia maneira de transportar as bikes até Vigo, pois cada comboio tem capacidade para 3. Esse grupo ia tentar alugar uma carrinha para os levar para casa. Ao falarmos na bilheteira ficámos a saber que para esse dia só havia lugares disponíveis para as bikes em comboios depois do último que poderíamos viajar. Isto porque já chegaria a Vigo depois do último comboio para Portugal partir. Depois de discutir sobre como íamos resolver a situação, optámos por voltar à Oficina del Peregrino para falar com a transportadora. Assim, depois de combinar tudo, despedimo-nos das bikes que nos tinham acompanhado desde casa e caminhámos até à estação de combios.
Já na Estação
Com os bilhetes comprados e já à espera do comboio, apercebemo-nos que tínhamos feito uma boa opção em enviar as bikes por transportadora pois assim a viagem de comboio tornava-se mais rápida e fácil.
Ao entrar no comboio para Vigo, percebemos o porquê de só poder transportar 3 bikes. Era muito semelhante ao nosso Alfa Pendular.
A partida de Santiago de Compostela!
Na viagem de regresso, reparámos em imensos pontos por onde tínhamos passado ao longo do Camino:
A viagem até Vigo decorreu sem percalços, a não ser o facto da mochila parecer mais pesada de cada vez que pegávamos nela…em Vigo aproveitámos o tempo de espera para repor energias. O comboio de Vigo para o Porto já não era tão confortável e tivemos de combater o sol de fim de tarde:
Depois da cansativa viagem até ao Porto, comprámos o bilhete até Aveiro. Era o destino mais próximo de casa que tínhamos disponível aquela hora. Mas já estava tudo planeado para o nosso transporte de Aveiro até casa…era tempo de aproveitar a viagem.
Já era tarde quando chegámos a casa…cansados mas felizes por termos feito o Camino. Foram 3 dias que passaram muito rapidamente e que já deixam saudades. A verdade é que para aproveitar em pleno o Camino, a melhor maneira é a pé pois dá tempo de apreciar tudo e é mais fácil conhecer e falar com outros peregrinos. Mas fazer o Camino de bicicleta, com um grupo de amigos, é uma experiência espectacular. Sem dúvida, uma aventura a repetir! Santiago de Compostela que espere os Anadiabikers para o ano!