quinta-feira, 29 de novembro de 2012

25 de Novembro - "Irra que está a chover!"

Se na semana passada o pessoal era maluquinho por pedalar com frio, o que dizer de quem pedala com frio e a chover?
 Como já começámos o treino a chover e a máquina fotográfica à prova de água está na lista de prendas do Pai Natal, as fotografias são poucas...de qualquer forma, como é costume, começámos o treino devagar.
Seguimos para Vila Verde, passando depois por Sosa até chegarmos à familiar EN109.
"Bom...e agora? Vamos para Mira ou cortamos para Vagos?"
Depois de meia dúzia de segundos, nem foi preciso parar para decidir porque não era boa ideia arrefecer. Adivinhem para que lado fomos?
Bem, quem apostou em Mira ganhou. Ganhar não ganhou porque se tivéssemos um prémio para dar, provavelmente depois de passar pela malha dos impostos, quando chegasse ao vencedor em vez de ter um leitão só tinha um pedaço do nariz...
Voltando ao treino, que é o importante...ao chegar perto de Mira finalmente a chuva abrandou. Isso permitiu tirar algumas fotografias...mas poucas.
Porque tão rapidamente como tinha parado de chover, voltou a pingar.
Mas vamos fazer como na televisão...não havendo nada de importante para vos contar, avançamos com o comando uns quilómetros para a frente, para a chegada à linha da meta.
Os malucos:
encharcados mas bem dispostos!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

18 de Novembro - Treino de estrada.

Para manter a tradição dos Anadiabikers, neste Domingo fomos fazer um pequeno treino. Embora ainda seja Outono, o frio já faz pensar que o Inverno está praticamente a chegar.
Mas o frio não afastou alguns maluquinhos de treinar...
 Seguimos na direcção da Mamarrosa. Mas ainda antes de lá chegar, o Paulo teve sorte e ganhou o jackpot...teve direito a um furo e à compra de uma nova câmara-de-ar.
"Bolas! Estava a ver que ninguém furava para descansar...pena é ter sido eu!"
Mas, mais rápidos que numa box de F1, já a equipa de mecânicos estava a resolver o problema:
 E faz parte da vida de quem anda de bike...só não fura quem não anda...de qualquer forma, isto não desanimou a malta que seguiu para Vagos e depois de chegar à EN109 rumou na direcção de Mira.
Quando as fotografias seguintes foram tiradas, já o ritmo estava mais calmo porque um pouco antes, o Paulo Pereira colocou o pessoal a velocidades mais rápidas...nem deu tempo ver ao certo a quanto íamos...cada vez que se alguém pestanejava, a distância para o ciclista da frente aumentava um bocado...
 
Mas agora era aproveitar para repôr energias:
 e tirar fotos:
 Já a caminho de Cantanhede:
 O Vítor seguia concentradíssimo...
 mas bem disposto:
 O Vicente era a pessoa ideal para cortar o vento...com uma largura de costas assim, quem segue na roda quase nem precisa pedalar!
A passagem por Cantanhede correu tão bem que só temos fotografias quase a chegar a Murtede:
O Vicente já estava a fugir ao pelotão...quanto mais quilómetros faz, menos cansado parece.
Para que o furo não fosse o único problema técnico a acontecer no treino, ainda houve tempo para um raio partido. A força é tanta que nem o raio dos raios resistem...
Como o treino estava quase no fim, o Vítor resolveu temporariamente o problema com um reaperto dos outros raios para compensar o empeno no aro. Só a velocidade tinha de ser um pouco mais baixa para a roda do raio partido não dar chatices. Mas ainda bem que assim foi porque o cansaço já era bastante.
No geral e mesmo com alguns pequenos problemas, foi um óptimo treino a aproveitar o sol de Domingo com os amigos!
Até para a semana!

domingo, 18 de novembro de 2012

11 de Novembro - Treino calmo de Domingo

Finalmente chegou o Domingo...apesar do frio, ainda havia quem fosse doido o suficiente para fazer um treino de bike.
O fotógrafo atrasou-se e o pelotão já tinha partido do café S. Pedro:
O treino iria ser plano, o que dava a parecer que seria um treino calminho...talvez sim...talvez não...
Ora bem, desde Avelãs até à Mealhada, não houve nenhum acontecimento que valha a pena relatar mas depois de subir para Murtede:

 o ritmo aumentou...e bastante...
Até Cantanhede, raramente a velocidade desceu dos 35 km/h. Pode não parecer muito mas acreditem que pedalar para manter esta velocidade durante algum tempo, mesmo que não esteja vento contra, não é muito fácil.
Mas todos os atletas precisam de descansar e o ritmo diminuiu um pouco até chegar à EN109.
Por esta altura, a velocidade média voltou a subir para os 40 e pouco km/h. O vento já estava soprar com bastante força e o esforço para pedalar era enorme. Por pouco não ultrapassávamos uma motorizada...o condutor da motorizada deve ter olhado pelo espelho :"Ai...Ai...então mais qué isto? Estou quase a ser ultrapassado por uns tipos de bicla? Vai, mota...não me deixes ficar mal...vrrruuummmm..."
Um pouco depois de cortar para a Praia de Mira, já na recuperação do esforço, finalmente houve hipótese de tirar mais umas fotos:
 "Ah, o mar...que paisagem! É melhor de Inverno que no Verão, com a praia cheia de gente e confusão."
 O regresso até ao café do Zé, foi feito sem stresses nem complicações...só era preciso chegar antes do café fechar, para poder matar a sede, com o alto patrocínio da Super Bock:

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

17 de Agosto - 3º dia - Camiño de Santiago - Caminho Português da Costa

Apesar da noite ter sido longa e o descanso ter sido curto para alguns Peregrinos (a culpa é toda dos arraiais...quem manda os nossos "hermanos" fazerem festarolas que duram a noite toda?), começámos a pedalar bem cedo. Como os cafés ainda estavam fechados à hora que arrancámos, decidimos pedalar até ao pequeno café onde já havíamos parado no ano passado para tomar o pequeno-almoço:
Como as sandes eram de tamanho familiar, guardámos metade para uma futura paragem no reforço e lá seguimos viagem para um dos pontos mais bonitos deste dia de peregrinação...este é o troço que vai até à ponte de madeira onde é usual os Peregrinos assinarem.
 
 Quando chegámos a Padrón, achámos que já era altura de arranjar mais um "sello" para a Credencial.
Parámos na Cafetería Don Pepe II. O proprietário foi bastante simpático e insistiu em tirar uma fotografia para depois emoldurar. Segundo ele, tinha mais fotografias de portugueses na parede do café do que Lisboa tem de habitantes! Até deixámos uma pequena mensagem no livro de visitas.
De regresso ao caminho:
Estávamos quase em Santiago! Só mais 20km...
Mais uma pequena amostra da beleza do percurso...um zigue-zague por entre as casas antigas mas muito bem cuidadas:
 E como não podia deixar de ser no Camiño, passamos por mais uma igreja. Uma boa oportunidade para descansar...
 Talvez não se lembrem desta subida...nesta subida, no ano passado estava um pastor com as suas ovelhas...até aqui nada de estranho. O engraçado é que ele não ia a pé..ia de carro! Mas este ano não havia nem pastor, nem ovelhas...só mesmo a desgraçada da subida...
 Como já faltava pouco para Santiago, cada vez mais encontrávamos Peregrinos a pé:
 "Ah!!!!!Até que enfim chegámos à Praça do Obradoiro! Chegámos a Santiago!"

 

 Por esta hora, a fome já apertava...mas antes disso, decidimos dar um pequeno giro pelas redondezas  da Catedral, tirar fotografias, comprar lembranças para os amigos e família que estava em casa.
Ah, e não nos podíamos esquecer de ir até à Oficina do Peregrino para colocar o carimbo oficial da Catedral na Credencial e também para adquirir a Compostela! Este documento certifica que o Peregrino fez o Camiño de Santiago.
 Depois de tudo tratado e de todos termos a Compostela, a próxima aventura foi a de arranjar um restaurante para almoçar. Depois de andar bastante decidimo-nos num restaurante bastante pequeno mas com muito movimento.
Tudo estava bastante bom...menos o saleiro que o Paulo Neves utilizou para temperar a salada...deixou de ser sal na salada para ser salada no sal...
Lá foi preciso mais uma Estrella para compensar o sal...
Já depois de acabar o almoço e antes que a preguiça começasse a aparecer, fomos até às bikes para descobrir que a bike do Ernesto tinha um furo. Mas como perdia muito pouco ar, demos um pouco de ar na esperança da roda aguentar até ao fim do dia.
A questão é que ainda não sabíamos ao certo onde iríamos ficar esta noite. O plano estava alinhavado pois tinhamos conhecimento de que albergues existiam mas deixámos um pouco do plano ao desconhecido...também faz parte destas aventuras. A ideia era ir andando e estudando que passo tomar a seguir.
Despedimo-nos de Santiago
 e "bora para Finisterra". Na primeira indicação para o nosso objectivo:
Quando o cansaço aperta, nada melhor que seguir o exemplo do colega Peregrino:
Embora nos apetecesse parar à beira da estrada e descansar um pouco, ou quem sabe, até "passar pelas brasas", não havia muito tempo a perder. Ainda não era tarde e queríamos percorrer o máximo de quilómetros possível para amanhã chegar cedo a Fisterra.
"Ai que subida...já estou a perceber porque havia tantos bancos ao lado do caminho..."
O ditado popular diz que "não há mal que sempre dure,nem bem que nunca acabe."
É verdade mesmo! Depois daquela subida que sítio para visitar:
Perto desta passagem pelo rio, o Paulo Neves encontrou um carro igualzinho ao dele (na cor...):
"Olha, que obstáculo...não me avisaram que eram os 400km barreiras..."
Enquanto o João não se atrapalhou para passar a árvore, alguns de nós tentaram encontrar um caminho alternativo:
O Camiño desde Santiago de Compostela era muito muito diferente do que tínhamos feito desde o Porto. Durante os dois primeiros dias de viagem, o mar foi uma grande companhia. Agora eram os montes e o verde da Natureza que nos rodeavam:
"Ah...água!Água! Já estava a ficar com uma sede..."
"Fáxavôre! Para Finisterra? É por aqui?"
 A esta hora já começávamos a pensar em parar por hoje...depois de parar no Albergue Lua, voltamos a pedalar:
Eis-nos chegados a Vilacerio. O Albergue "O Rueiro" pareceu-nos muito bom e o dia já estava a acabar. Havia duas hipóteses...seguir caminho até ao próximo albergue ou localidade, ou ficar por aqui?

Depois de pesar os prós e os contras, deixámos as bikes descansar por hoje...e já prontos para a janta:
assistimos à hora de ponta...o trânsito estava a circular em marcha lenta...
mas nada que nos tirasse nem o apetite, nem a sede!
E quando pensávamos que o dia ia terminar calmamente...quem ia adivinhar que o Paulo ia ser atacado por um crocodilo...hmmm...lagarto?...hmmm, dragão?
Mas não se preocupem! Tudo acabou bem quando o dragão nos ouviu falar em português..."Epá, vocês são portugueses? Desculpem lá o mau jeito mas é preciso fazer pela vida, né verdade? Tive de emigrar e olhem o que um dragão tem de fazer para poder ter comida à mesa...Desculpem! Olhem, vamos até ao café beber uma Estrella que pago eu!"
E assim fizemos até à hora do Albergue fechar as portas. Hoje era noite de deitar cedo para cedo erguer...rumo ao Cabo Finisterra!