6h30m: a hora combinada para estarmos todos na estação de comboios de Mogofores. Os peregrinos eram: Paulo Neves, Ernesto, Vicente, Vítor, Raúl e Paulo.
Depois de compararmos o peso das mochilas e dos alforges para ver quem ia puxar mais pelo cabedal, era hora de esperar pelo comboio.
À hora certa, o comboio chegou para nos levar até ao Porto. Chegados a Porto -Campanhã, fizemos o transbordo para S. Bento.
Para podermos começar o nosso Camino, tínhamos de ir até à Sé do Porto.
Como chegámos antes da abertura da porta, aproveitámos para tomar um café. Às 9h em ponto, a porta da Sé abriu e já pudemos comprar a Credencial Del Peregrino.
Por esta altura, chegou bastante pessoal brasileiro…tantos que encheram totalmente a praça.
O início do caminho…a nossa primeira indicação do Camino, a primeira seta amarela.
Nos próximos dias, não íamos estar com atenção à procura de fitas, nem de pontos de controlo mas sim sempre à procura das setas amarelas que iam ser as nossas companheiras de viagem. Ao longo de mais de duas centenas de kms e de três dias, elas iam ditar o nosso destino.
Bem…já chega de introdução…vamos começar a aventura! A Aventura dos Anadiabikers pelos Caminos de Santiago!
Os primeiros kms foram feitos na zona do centro do Porto que tem edifícios belíssimos e uma arquitectura própria.
Durante praticamente toda a manhã, o Camino era em zonas urbanas. Não tinha grandes paisagens e o trânsito torna-se um perigo para nós ciclistas e peregrinos.
Parámos num posto de polícia para podermos colocar o primeiro “sello” nas nossas credenciais. Sempre com atenção ao trânsito, lá fomos pedalando.
Uma zona extremamente perigosa foi na Maia…é preciso passar um separador central…mochilas, bikes e alforges tinham de passar para a outra faixa. E se há condutores que nos respeitam (apesar de estarmos a atravessar a estrada) também há condutores que só ficam contentes a buzinar…
Depois desse perigo ultrapassado:
e de parar para tomar o pequeno-almoço, começámos a entrar numa zona rural. Aqui sim…já podíamos dizer que era o Camino! Era tempo de deixar de estar atentos ao trânsito e começar a apreciar a paisagem.
Uma vez que este Camino foi feito por S. Tiago, íamos passar por inúmeras igrejas e capelas. Esta era das primeiras depois da Sé do Porto.
Após a fotografia era altura de começar uma subida…ligeira...feita sem esforço…
Eis que temos o nosso primeiro problema técnico…os alforges do Paulo Neves estavam a ficar muito perto da roda…
Depois de remediada a situação, pelo menos por enquanto, seguimos rapidamente até S. Pedro de Rates. Na igreja estava a decorrer um casamento…o que será que estavam a pensar os convidados? “Olha…para onde vão aqueles doidos de bicicleta com mochilas e alforges? Com este calor? Eu é que não ia…mal posso esperar até me sentar para começar a comer…”
Em Rates, era altura do segundo “sello”…um dos mais bonitos do Camino que iríamos fazer (o único com duas cores).
Um pouco adiante, mais uma igreja e uma capelinha:
Ainda não era 13h30m e estávamos a atravessar a ponte para Barcelos…já com água na boca, pois estávamos a pensar no almoço…
Decidimos almoçar no “Cristo-Rei”:
Claro que não podíamos sair de Barcelos sem ir chatear o galo:
Sempre a controlar o esforço pois não estávamos numa Meia-maratona, fomos parando quando achámos necessário, quer fosse para colocar protector solar, para pôr óleo na corrente ou para deitar lastro fora.
Parámos no Albergue “Casa da Recoleta” para carimbar mais uma vez a credencial e seguimos caminho. Uma paragem para apreciar a espectacular vista que o nosso Portugal tem para oferecer:
Já quase a chegar a Ponte de Lima, atravessámos uma zona de vinha…que vista:
Depois de atravessar uma zona mais sombria, damos com esta vista à beira-rio:
Chegámos a Ponte de Lima!!!
Após atravessar a feira de Ponte de Lima com grande custo, e atravessar a ponte sobre o rio Lima chegámos ao Albergue. Fomos informados que era necessário esperar até às 19h pois os peregrinos a pé tinham prioridade sobre os que iam de bicicleta…sem problemas, pois o nosso intuito era o de aproveitar o Camino e como tal, sabíamos que quem vinha a pé certamente estaria em mais dificuldades que nós.
Aqui está o Albergue com os nossos veículos estacionados:
Já com as bikes estacionadas no interior do Albergue:
No verdadeiro espírito do Camino, arranjámos rapidamente um novo amigo:
Depois das 19h fizemos o registo, fomos até aos lugares que nos foram atribuídos e arrumar tudo, tomámos o merecido banho e lavámos a roupa (só as camisas porque era difícil os calções enxugarem a tempo do dia seguinte).
Altura do jantar…
Ponte de Lima é bonita de se ver à noite:
De regresso ao albergue, onde não podíamos entrar depois das 22h,
Em resumo, este primeiro dia não teve muitas dificuldades nem problemas técnicos (sem ser a questão dos alforges do Paulo Neves…mas que foi resolvida à verdadeira maneira Portuguesa). A primeira parte foi muito rolante, a passar por vários centros urbanos. Depois de almoços existiram algumas descidas mais técnicas com algumas pedras. Fizemos 90 km com um acumulado de 1180m a uma velocidade média de 16 km/h.
O que se irá passar amanhã? Como será a Serra da Labruja?
Estejam atentos ao nosso blog para seguir as aventuras do Camino!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
07 de Agosto - Treino de Domingo
Hoje foi dia do Paulo Neves, o sogro e mais um amigo irem até Fátima, fazendo a sua peregrinação anual.
Como a maioria de nós tinha de estar cedo em casa, tínhamos combinado em acompanhar o Paulo até serem 9h30m-9h45m e depois regressávamos. Fazendo isto a distância percorrida já era muito boa.
Às 7h30m lá estávamos em frente ao Continente de Anadia, prontos e a aguardar o Paulo, que não demorou a chegar.
Pouco depois já estávamos a rolar a bom ritmo na Mealhada:
Seguimos com eles até Coimbra mas como ficámos separados em 2 grupos devido ao trânsito, e para não atrasar a viagem ao grupo do Paulo Neves, decidimos esperar pelo resto da malta. Desejámos Boa Viagem e fomos ao encontro do pessoal.
O Paulo Pereira tinha saído mais tarde e já nos tinha alcançado. Como já não ia dar para alcançar o Paulo Neves, lá decidimos fazer o percurso inverso ao que normalmente fazemos: Coimbra-Penacova-Luso-Algeriz-Avelãs.
Já com a rota traçada:
A paisagem até Penacova, junto ao Mondego é do melhor que temos em Portugal:
Sempre na brincadeira e sempre a meterem lenha na fogueira, em pouco tempo estávamos a chegar à subida para a Espinheira. Aí o Paulo Pereira e o Vicente meteram a 5ª velocidade e só os conseguimos alcançar depois da Espinheira porque eles tinham parado no café e depois voltaram ao nosso encontro...é só isostar nos bidons!
Depois de nos reagruparmos, seguimos na direcção do Luso, cortando para o lado de Póvoa do Gago-Canelas.
O Vítor, o Raúl e o Custódio a saírem da curva a grande velocidade:
Tivémos tempo para o Paulo Pereira e o Vicente voltarem à carga, puxando pela malta nas subidas.
Depois de mais uns kilómetros feitos, chegámos a Boialvo. Se aqui só se desconfiava que até à Cerca ia haver pessoal a picar...ficámos com a certeza quando na recta da Candeeira para a Cerca, indo todos na expectativa de ver o que ia dar...até que, ao passar em frente ao Centro social o Paulo sai pela direita...nem um segundo tinha passado e só se ouviam as mudanças a cair...TOCA A PEDALAR!
Pouco depois, o Paulo abrandou mas o Paulo Pereira, o Vicente, o Vítor e o Vítor Santos passaram para a frente, enquanto o resto do pessoal nunca descolava também.
Parecia o final de uma etapa da Volta! Que risada quando parámos no café do Zé, na Cerca!
Foi mais um treininho suave!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
31 de Junho - Treino Mira-Tocha
Para aproveitar o bom tempo de Verão, hoje fomos fazer o trajecto Anadia-Praia de Mira-Tocha-Cantanhede-Mealhada-Anadia. O ponto de encontro para os desportistas era em frente ao Continente. Arrancámos às 07h30m na direcção de Mira. Por esta altura, éramos 9 (Vítor, Vicente, Paulo Neves, Raul, Vítor Santos, Custódio, Paulo, Hélder e o Arménio). No caminho estava combinado encontrarmos o Paulo Jesus. Aproveitando a viagem em grupo, o pessoal ia-se revezando na frente do pelotão. Graças a isso chegámos ao fim do treino com uma média bastante boa.
Já quase a chegar à Praia de Mira:
Pouco depois o Raul estava distraído a conversar e acertou em cheio num buraco. Furou mas logo os mecânicos entraram em acção...enquanto o Paulo Neves tirava a câmara-de-ar furada, o Vítor arranjava uma câmara-de-ar nova e dava um pouco de ar. Em pouco tempo a roda estava pronta para rolar.
Aqui estão os Dez Magníficos, na Praia de Mira:
Depois de um pequeno intervalo para ver a paisagem marítima, estava na hora de ir na direcção da Tocha.
Antes da Tocha foi necessário fazer uma paragem estratégica, de maneira a deitar fora gasolina que estava em excesso em alguns depósitos.
Chegámos à Tocha em dia de mercado mas conseguimos passar sem problemas:
Em Cantanhede, o Paulo Jesus seguiu o caminho de casa pois se fosse até Anadia ficava bastante longe e a hora de almoço estava quase quase...
Pouco depois de chegarmos a Cantanhede, quem é que vinha ao nosso encontro? O Paulo Pereira, claro!
Não tinha tinha tido hipótese de arrancar connosco tão cedo mas assim que pôde juntou-se a nós. Pouco tempo depois,o Vicente teve um furo. Lá se deu ar, na esperança de aguentar até casa. E assim foi.
Parámos na Malaposta para meter gasolina no Vogabante e daí o Raul e o Arménio foram até casa enquanto o resto do grupo seguiu até Avelãs de Caminho. O Paulo Neves seguiu de carro para casa e o Vítor, o Custódio, o Hélder e o Paulo Pereira (que ainda estava fresco, pois tinha feito menos quilómetros do que está habituado) seguiram na direcção de Aguada enquanto o restante grupo seguiu até Avelãs de Cimo.
Mais um treininho feito na preparação para Santiago e para o Up&Down.
Já quase a chegar à Praia de Mira:
Pouco depois o Raul estava distraído a conversar e acertou em cheio num buraco. Furou mas logo os mecânicos entraram em acção...enquanto o Paulo Neves tirava a câmara-de-ar furada, o Vítor arranjava uma câmara-de-ar nova e dava um pouco de ar. Em pouco tempo a roda estava pronta para rolar.
Aqui estão os Dez Magníficos, na Praia de Mira:
Depois de um pequeno intervalo para ver a paisagem marítima, estava na hora de ir na direcção da Tocha.
Antes da Tocha foi necessário fazer uma paragem estratégica, de maneira a deitar fora gasolina que estava em excesso em alguns depósitos.
Chegámos à Tocha em dia de mercado mas conseguimos passar sem problemas:
Em Cantanhede, o Paulo Jesus seguiu o caminho de casa pois se fosse até Anadia ficava bastante longe e a hora de almoço estava quase quase...
Pouco depois de chegarmos a Cantanhede, quem é que vinha ao nosso encontro? O Paulo Pereira, claro!
Não tinha tinha tido hipótese de arrancar connosco tão cedo mas assim que pôde juntou-se a nós. Pouco tempo depois,o Vicente teve um furo. Lá se deu ar, na esperança de aguentar até casa. E assim foi.
Parámos na Malaposta para meter gasolina no Vogabante e daí o Raul e o Arménio foram até casa enquanto o resto do grupo seguiu até Avelãs de Caminho. O Paulo Neves seguiu de carro para casa e o Vítor, o Custódio, o Hélder e o Paulo Pereira (que ainda estava fresco, pois tinha feito menos quilómetros do que está habituado) seguiram na direcção de Aguada enquanto o restante grupo seguiu até Avelãs de Cimo.
Mais um treininho feito na preparação para Santiago e para o Up&Down.
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